sábado, 4 de julho de 2009

Michael Jackson e o pôr-do-sol


O pôr-do-sol entre as árvores é convidativo. Nessa parte do ano de 2009, a imagem do sol entre as árvores parece se apresentar como uma espécie de envergadura da vida, uma silhueta das mudanças naturais, universais e até espirituais. Com essa tônica, se faz natural pensar que Michael Jackson passou pelas mudanças naturais, universais e espirituais da vida, assim como todos nós passamos. Mas, com suas passagens, ficaram os aprendizados. E esses jamais se destroem.

Michael Jackson: À espera de um pôr-do-sol

Michael Jackson, nascido em 1958, foi uma semente que brotou numa época em que as pessoas esperavam um novo ciclo. Algo que as fizessem enxergar o Universo de uma maneira mais colorida e até mesmo musical, dançante. Uma alternativa de distanciamento de pensamentos negativos, como a guerra, a destruição.

E com o artista vieram obras de autovalorização, leveza e brincadeira diante dos desafios da vida. Veio aqui como um pôr-do-sol. E, no fundo, as pessoas sempre estão em busca de um pôr-do-sol. Ou seja, um espetáculo que transforme o que é cotidiano.

Por que as pessoas temem a morte? Porque querem ser normais. E por que aqueles que não querem se parecer com os modelos prontos de homem e mulher da sociedade representam uma ameaça e um terror para a maioria? O Planeta Terra passa por catástrofes, bombas, doenças, tristezas, desigualdades. E essas experiências, muitas vezes, fazem o homem buscar algo que transcenda tudo isso, seja pela música, pelo cinema, pela literatura, pela espiritualidade.

A busca pela alegria, em suas diversas formas, é como um final de tarde. Sabemos que ele chega, nos traz uma sensação gostosa e, por isso, entre o final da manhã e o início da tarde, já começamos a imaginar e a sentir cada passo de sua presença. Presença essa tão cantada pela música raiz, sertaneja. Os sertanejos, caboclos, caipiras e os apreciadores da natureza sabem beber da riqueza simbólica presente no pôr-do-sol. Cantam e encantam a viola, a chegada da lua, o chapéu, a morena e tantas experiências lindas da vida sertaneja.

Como o pôr-do-sol, seres surgiram e ainda aparecem no planeta com a função de descumprirem a expectativa das ciências, religiões, músicas, artes, filosofias. Eles promovem uma libertação das escravidões da mesmice. Lançam outros olhares sobre as situações e as pessoas. Fazem rupturas. Sem esses seres, a existência seria um eterno nevoeiro, sem luz, brilho ou transformação. Longe disso, essas pessoas superam o esperado.

8 comentários:

Ademerson Novais disse...

È muito bom quando caimos num lugar assim..onde quanto mais lemos mais queremos ler...entramos nas linhas...nos fundimos nas palavras....aqui vc mistura poema com reflexão...conhecimento com informação....muito bom cara...passarei aui com mais tempo para ler os antigos....


Ademerson Novais de Andrade

Juliano Sanches disse...

Gratidão Ademerson. Vamos, juntos, eu, você e todos nós, estar em comunhão de pensamentos, meu caro.

Abraços.

Ju Damante disse...

Ju, como vc está? Não tenho mais notícias sua!
É o segundo texto que leio hoje, por coincidência, sobre o desfrutar vivo de cada dia. É sempre um exercício diário achar um RE-olhar para as coisas e situações comuns no nosso cotidiano.
Continue sempre assim, meu caro. Buscando um pôr-do-sol.

Grande beijo,

Deni Maciel disse...

ótimo texto
parabens
inteligente.
ideologico..
e afins...

sensacional...
o blog como sempre.
ótima semana!...
eo
www.bocadekabide.blogspot.com
tá atualizadim
passe lá quando puderes =]

Clea Pinheiro disse...

Juliano,
Você fez uma linda analogia entre o por do sol ,as mudanças e o Michael simbolizando a renovação constante...
Muito agradável de ler e guardar no coração.
Abraços!

Renato disse...

Olá! Como sempre, muito interessante os seus textos!
"Descumprir as expectativas", fugir das mesmices é de fato uma atitude importante no mundo em que vivemos, com valores ás vezes fora de compasse e até mesmo cruéis demais.
Abraços.

Juliano Sanches disse...

Caros colegas (Renato, Clea Pinheiro, Deni Maciel, Jú Damante, Ademerson) muita gratidão pela comunhão de pensamentos. Creio que, no mundo atual, se faz necessário criarmos observatórios, espaços de observação. Talvez, seja essa a função do blog. Boto força nessa questão.

Abraços.

Juliano Sanches disse...

Caros colegas (Renato, Clea Pinheiro, Deni Maciel, Jú Damante, Ademerson) muita gratidão pela comunhão de pensamentos. Creio que, no mundo atual, se faz necessário criarmos observatórios, espaços de observação. Talvez, seja essa a função do blog. Boto força nessa questão.

Abraços.

Postar um comentário